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O quê é isso?
Assumir a estratégia com sabedoria
[20/7/2010 - 18:00] - CRM não é mera aplicação de tecnologia, mas entender a estratégia para com os clientes
Autor: Egon Coradini
 
Segundo a Wikipédia, a estratégia é "a definição de como os recursos serão alocados para se atingir determinado objetivo. Usada originalmente na área militar, essa palavra hoje é bastante usada na área de negócios". Partiremos da premissa de que o CRM é uma estratégia de negócios, e que esta buscará estabelecer os padrões da relação com os clientes enquanto ela existir. Importante lembrar que o objetivo central da estratégia CRM é a geração de benefícios para os clientes, porém sem perder de vista a relação custo-benefício, onde reside o lucro das empresas.
 
E como faremos para que nossa estratégia CRM percorra a empresa e garanta que todas as interações com os clientes sejam satisfatórias para eles e para nós?
 
Tenho levado ao mercado a visão de ´jornada´ para as iniciativas de CRM nas empresas, ou seja, com data para começar, entretanto sem fim previsto. Isto obriga as organizações a adotarem um processo contínuo de revisitação da estratégia e da tecnologia e, principalmente, estimularem um envolvimento das pessoas de todas as áreas do negócio.
 
Percorrer as diversas áreas da empresa e alinhar o dia-a-dia de cada profissional à nova estratégia CRM implica em grandes e profundas mudanças organizacionais. Destacamos nesse ponto algumas das principais alterações: centralização de dados dos clientes; captura e manutenção contínuas desses dados; métricas adequadas; e integração com profissionais de outros departamentos. Essas mudanças não devem ser exclusividade das áreas de atendimento ao cliente, marketing e vendas - devem também permear toda a empresa e envolver todas as pessoas.
 
Tornar real uma estratégia de CRM exige uma devida identificação dos clientes. Não basta o ´branco dos olhos´. Precisamos dar-lhes contorno, e utilizar o que vemos na busca pelos clientes com maior valor e potencial. Naturalmente, esse esforço passa pelo uso da tecnologia e pela disciplina das equipes.
 
Ser capaz de identificar os clientes que são ou podem vir a ser rentáveis, e evitar surpresas com clientes de alto faturamento que no fim representam prejuízos são alguns dos exemplos do pensamento estratégico que deverá orientar nossa prática de CRM.
 
Neste ponto, lembro-me de um ´slide´ de um amigo que mostrava um case sobre uma seguradora. Após uma revisão do perfil dos clientes e um ajuste nos preços dos seguros, a empresa perdia cerca de 30% de seus clientes. Por outro lado, aumentava em mais de 70% sua lucratividade com os remanescentes ao longo do tempo.
 
Por fim e sob a ótica do cliente: estamos conduzindo uma estratégia de CRM que privilegie, de fato, as ações valorizadas pelos consumidores? Caso isto não seja uma verdade, seguramente estamos perdendo tempo, dinheiro e deixando de fazer o que de fato precisaria ser feito.
 
Talvez neste texto o leitor sinta que o caminho para o CRM não é dos mais fáceis, mas eu nunca disse que seria. De qualquer forma, muitos já tentaram e conseguiram, deixando lições para facilitar nosso caminho:
 
I - O CRM é uma jornada. Não tem fim. A direção e os resultados têm de ser sempre avaliados. Trata-se de um aprendizado contínuo;
 
II - A prática do CRM exige mudanças organizacionais profundas. Quem não acredita, ´que atire a primeira pedra´;
 
III - Objetivos e métricas mal definidos não conduzem a boas iniciativas de CRM;
 
IV - Foco excessivo em tecnologia CRM é um risco. Tecnologia é um meio, não um fim;
 
V - Evite a ausência de alinhamento entre o CRM e a estratégia de negócio da empresa - sobretudo com um agravante: a falsa percepção de que tal alinhamento existe;
 
VI - Atente para a capacitação inadequada das equipes, lembrando que o CRM passa fortemente pelas pessoas e todos na empresa devem estar comprometidos;
 
VII - Projetos grandes e longos ou projetos pontuais e isolados trazem problemas aos projetos de CRM;
 
VIII - Tentativas de abreviação do processo de amadurecimento da empresa e dos colaboradores podem atrapalhar o caminho do CRM;
 
IX - Elimine o excesso de atributos de análise, que trazem complexidade operacional no dia-a-dia da operação do CRM;
 
X - O CRM é um processo contínuo de descoberta, planejamento, ação e avaliação;
 
XI - O exemplo vem de cima. Ninguém pode ignorar a existência do CRM;
 
XII - Finalmente, a integração de dados e sistemas contribui para o sucesso de projetos CRM, porém custam caro e dão trabalho.
 
Egon Coradini é diretor comercial para CRM da MSBS Tridea.

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