E-commerce na América Latina
Apenas 15% da população compra online e comprar de entretenimento e estilo de vida são favoritas
30 Junho 2016  |  17:04h
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Virginia Garavaglia
Muito se fala sobre o crescimento do e-commerce e seu rápido avanço. Entretanto, na América Latina, esse canal representa apenas 0,2%. Ou seja, ainda há grande oportunidade de crescimento na região. Foi o que constatou um estudo da Kantar Worldpanel, que ouviu a opinião de mais de 10 mil consumidores nas dez principais cidades da região sobre compra online.
 
Barreira para ultrapassar
As barreiras que esse canal enfrenta na América Latina têm relação com os costumes dos compradores latinos: 73% dos que não adquirem produtos pela internet afirmaram preferir ver o produto antes de levá-lo para casa. Além disso, o desconhecimento gera desconfiança, pois a segunda razão para não comprarem algum item ou serviço na rede é porque temem fornecer informações pessoais e financeiras (39%).

Entre as pessoas mais ativas online ainda são encontradas certas barreiras para a compra. Pois há um grupo que usa a internet para encontrar informações, comparar sites, preços e ver comentários, mas que não se anima a consumir nada por meio da plataforma. Esses são os "curiosos" e totalizam cerca de 16% dos entrevistados. Esse grupo, no qual se destacam os mexicanos, prefere ir à loja para ver e levar o produto no momento da compra.

Grupo dos compradores
No entanto, há uma parcela de latino-americanos que adquirem algum produto ou serviço na internet. Representando 15% da parcela, os "compradores online" argentinos, brasileiros e chilenos, principalmente, aproveitam os benefícios do canal e sabem que quando compram podem ter acesso a toda descrição dos itens, têm a possibilidade de comparar preços em diferentes lugares e ainda obter preços melhores do que os das lojas físicas.

Eletrônicos (48%), vestuário e calçado (38%) e eletrodomésticos (31%) são os itens mais comprados online na região. México e Brasil se destacam na aquisição de eletrônicos, Peru e Colômbia preferem moda, enquanto que Argentina e Brasil apreciam os eletrodomésticos.

Dentro dos 15% dos compradores online, 14% correspondem a compras relacionadas com entretenimento e estilo de vida (eletrônicos, eletrodomésticos, roupas, calçados, férias, entretenimento, móveis e brinquedos) e apenas 1% representa compras de categorias de bens de consumo. Entre elas se destaca a de cuidados pessoais. "Esses compradores são jovens, de até 35 anos, que usam seus smartphones para fazer compras e preferem as noites para encher seus carrinhos de compras virtuais", afirma Flavia Amado, diretora de shopper & retail na América Latina.

Potencial de crescimento
O e-commerce tem um grande potencial de crescimento na região, o uso do canal para os itens relacionados ao entretenimento e estilo de vida é um avanço para que se desenvolvam também as compras de categorias de bens de consumo. Na verdade, seis em cada dez lares latino-americanos que já tentaram as compras na rede pensam em aumentar ou manter suas aquisições online.

"Alguns aceleradores que aumentariam a compra de categorias de consumo online são: promoções exclusivas, alternativa para pagar com cartão de crédito, assessoria sobre a compra virtual, velocidade e menores custos com a entrega", pontua Virginia Garavaglia, diretora de marketing para a América Latina da Kantar Worldpanel.
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