Vantagem competitiva
Política de sustentabilidade agrega valor à imagem da marcas 03/02/2012 08:08
» Luiz Ceolato
A Motorola tem um planejamento diferenciado de sustentabilidade. Isso porque os profissionais que organizam a área cuidam também das preocupações com segurança no trabalho e saúde ocupacional. Dessa forma, além de reciclabilidade do telefone, consumo de energia elétrica e tamanho da embalagem, a empresa também avalia toxidade e segurança durante o processo de desenvolvimento dos produtos.
 
Uma iniciativa que abordou todos esses princípios foi a isenção de metais pesados dos aparelhos. Nenhum dos produtos fabricados no Brasil leva cádmio, mercúrio, chumbo, cromo hexavalente e retardantes de chama à base de bromo. "Além do benefício ambiental, o processo produtivo tornou-se mais seguro aos funcionários devido à baixa toxidade da matéria prima e insumos", indica Luiz Ceolato, consultor de meio ambiente, saúde e segurança da Motorola Mobility Brasil. Além disso, o executivo aponta que houve uma redução da periculosidade dos resíduos gerados no processo produtivo, fazendo com que a reciclagem ou disposição final seja ambientalmente mais segura.
 
A mudança demandou além da pesquisa de agressividade, um maior investimento, pois a eliminação dos metais elevou o custo de produção dos aparelhos. Entretanto, o executivo acredita que, mesmo dando uma despesa maior, o produto adquiriu vantagem competitiva: uma maior receptividade de mercados com leis ambientais fortes. Segundo Ceolato, os equipamentos fabricados no Brasil podem ser vendidos em qualquer mercado, inclusive o restrito mercado europeu. "O principal ganho de iniciativas assim é relacionado à imagem da empresa com os clientes", conclui o executivo. Além disso, os custos com exames médicos ocupacionais foram reduzidos.
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