Nova economia, novos hábitos
Ao longo de uma década, brasileiro mudou cesta de alimentos, geralmente, impactado pelo financeiro
2 Agosto 2016  |  12:10h
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As refeições dos brasileiros sofreram grandes alterações nos últimos dez anos. Segundo levantamento da Kantar Worldpanel, de 2006 a 2008, alimentos e bebidas básicos, como biscoito, leite longa vida, suco em pó, óleo, açúcar, pães, farinha de trigo e extrato de tomate registravam penetração anual acima de 70%. De 2009 a 2011, a marca do consumo foi a busca pela fartura. Não por acaso ganharam penetração as categorias petit suisse, sobremesa pronta e bolo pronto, enquanto leite pasteurizado e polpa e purê de tomate perderam espaço. 

Já de 2012 a 2014, a população foi em busca de uma mesa mais sofisticada e abastecida com produtos premium. Ganharam penetração suco pronto, água de coco, molho pronto e os azeites. Perderam força o suco concentrado e o extrato de tomate. Nos anos seguintes, 2015 e 2016, influenciados pelas instabilidades econômicas, os consumidores entraram em uma nova fase, marcada pela racionalização e pelo retorno ao hábito de preparar alimentos em casa. Entraram nos carrinhos com mais frequência: presuntaria, hambúrguer e lingüiça. Ao mesmo tempo em que farinha de trigo, margarina, creme de leite, leite condensado e suco em pó, ingredientes utilizados em receitas caseiras, agregaram novos compradores. 

Nesse mesmo período, o petit suisse e a sobremesa pronta perderam espaço nas listas de compras, enquanto bolo pronto, suco pronto e azeite ficaram menos presentes na mesa dos brasileiros.
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