E-commerce registra alta de 16% no 1º trimestre
Varejo online faturou R$ 17 bilhões no período, com tíquete médio de R$ 269
4 Junho 2019  |  14:07h
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Mauricio Salvador
O setor de e-commerce registrou faturamento de R$ 17 bilhões no primeiro trimestre de 2019, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, ABComm. O valor representa crescimento de 16% em relação ao mesmo período no ano anterior. Nos primeiros três meses do ano, mais de 66 milhões de brasileiros efetuaram compras on-line, que geraram nada menos do que 63 milhões de pacotes transportados. O tíquete médio foi de R$ 269.

Os segmentos de moda, eletrônicos e informática, impulsionaram a alta das vendas, segundo Mauricio Salvador, presidente da ABComm. O Dia das Mães também contribuiu com os resultados, já que os varejistas aproveitaram a ocasião para oferecer descontos especiais em diversos produtos. "O comércio eletrônico, em geral, cresce e mantém índices satisfatórios de vendas, apesar do cenário macroeconômico ainda pouco definido", diz Salvador. "Cada vez mais, o consumidor se vale dos recursos da Internet para balizar suas decisões de compra."

Os dispositivos móveis adquirem uma importância crescente para o varejo eletrônico, já que 35% das compras on-line realizadas no primeiro trimestre do ano foram efetuadas em celulares. "Ter mecanismos de venda adaptados aos dispositivos móveis é condição indispensável para se manter no segmento", afirma Salvador, destacando também o bom desempenho dos marketplaces, que concentraram 35% das vendas no período.

Mauricio acredita que o varejo eletrônico deve manter o bom desempenho ao longo do ano. A ABComm projeta crescimento de 16% para o e-commerce em 2019. Datas comemorativas como Dia dos Namorados, Dia dos Pais e Black Friday devem puxar os números para cima nos próximos meses. "As vendas online são um motor de desenvolvimento econômico. Atualmente, o país conta com 87 mil lojas virtuais, que geram 320 mil empregos diretos e quase meio milhão de empregos indiretos. Além disso, 30% das vendas do setor vêm de pequenas e médias empresas, o que só comprova sua relevância", finaliza.
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