Perfil do cliente óptico brasileiro
Apesar de 82% ainda comprar produtos em lojas físicas, e-commerce cresce neste mercado
6 Julho 2015  |  11:11h
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Quem é o cliente brasileiro que consome produtos ópticos? Há um perfil desse consumidor? Essas foram algumas perguntas que serviram de base para o estudo idealizado pela Abióptica, Associação Brasileira da Indústria Óptica, e realizada pela GS&MD. A pesquisa procurou criar justamente o perfil na hora da compra e utilização de produtos do setor. Além disso, determinou o tamanho do mercado, analisou o consumo por classe social, o mercado de cada produto e os fatores que influenciam na hora da compra. Ao todo, foram entrevistados consumidores de Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. 
 
CONSUMO
Em 2014, o mercado óptico nacional teve um crescimento de 3% em comparação a 2013, com faturamento de R$ 23,1 bilhões. Se comparado o consumo por região, teremos: Sudeste, com 56,7%; Nordeste, 17,7%; Sul, 15,4%; Centro-Oeste, 6,6%; Norte, 3,6%. Quanto aos produtos mais consumidos, a armação de óculos e óculos solares aparecem em primeiro lugar, com 60,2%. Seguidos por lentes de óculos (28,8%); lentes de contato (8,3%) e acessórios (2,7%). 

CLASSE
Já em relação ao tamanho do mercado por classe social, o estudo revelou que a classe B é a que mais consome, com 50%. Em segundo está a classe C, com 37%, a A, com 10,9%, e a D e E, com 2,1%. De acordo com Bento Alcoforado, presidente da Abióptica, um dos principais fatores de expansão do setor óptico está relacionado à chegada ao mercado da nova classe média. "Nos últimos anos cerca de 40 milhões de brasileiros passaram a ter acesso ao mercado consumidor nacional, especialmente pelo meio do aumento da renda e da ampliação da oferta de crédito", explica.
 
Outro destaque fica por conta do gasto médio anual do consumidor brasileiro com produtos ópticos. Sendo que óculos solar tem um gasto médio de R$ 348 e o de grau é de R$ 296. 

PERFIL DO CONSUMIDOR
O usuário de produtos ópticos não se comporta apenas como consumidor, ele também tende a construir uma relação de confiança com o varejista. De forma geral, o relacionamento com o cliente tem início na juventude e se estende ao longo da vida. Na fase adulta, ele é tido como um consumidor amadurecido e ainda com grande potencial de compra. 

Já quanto ao canal de preferência para a compra de óculos, o consumidor tende a optar por redes de óticas conhecidas. Com exceção feita ao produto lentes de contato, que são adquiridas com maior frequência em clínicas, hábito estimulado pela confiança no oftalmologista e pelos benefícios como a garantia do produto. 
 
PIRATARIA 
Além disso, 38% da população realiza compras no mercado ilegal, especialmente de acessórios, em camelôs. A contribuição em valor deste canal de venda dobrou entre 2012 e 2014. Bem como, moda, novas tecnologias e indicação de oftalmologistas estão entre os tópicos que mais influenciam o consumidor durante a compra de produtos ópticos. Dos consumidores adultos de armações de óculos de grau, 83% foram guiados pela moda, já do público infantil foram 58%. Dos usuários de lentes de contato, 74% compram pelas novas tecnologias e 53% pela indicação de oftalmologistas. E dos que consomem óculos solares (com e sem grau), 72% e 82%, respectivamente, são influenciados pela moda.
 
E-COMMERCE
Uma importante mudança no comportamento desse setor é a forma da compra. Grande parte (82%) ainda prefere a loja física e 18% ficam com o comércio eletrônico. Embora com números ainda distantes, o e-commerce de produtos ópticos vem atraindo novos consumidores e se tornando um meio a ser explorado pelo setor, que tem apenas 6% das ópticas com venda online estabelecida. Alguns fatores que podem atrapalhar esse mercado na Internet apresentaram queda, como: 53% dos consumidores dizem ter a necessidade de tocar ou sentir o produto (em 2009, esse número era de 59%); 35% não fornecem informações bancárias pela internet (em 2009, eram 48%); 51% dizem ter receio de não receber o produto (em 2009, eram 41%). Ou seja, os números reforçam o desejo de comprar pela internet, porém em sites confiáveis.
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