O que vem por aí?
Estudo analisa tendências que vieram para ficar e impactarão as marcas nas duas fases pós-pandemia: recuperação e novo normal
22 Maio 2020  |  14:22h
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Tullio Nicastro
O momento de transformação acelerada ocasionado pelo cenário da pandemia global do Covid-19 traz muitos questionamentos sobre o futuro e os impactos que vão levar todos a um "novo normal", redefinindo as relações sociais, consumo e a maneira como se trabalha e o impacto disso na nossa saúde física, mental e setores da economia. Nesse contexto, a área de estratégia da Mutato, que reúne profissionais de tendências, planejamento e mídia, lança uma série de estudos para orientar empresas a redefinir as estratégias de marketing e negócio. O primeiro é o "Novo Normal Pós-Covid-19", que propõe um olhar para a etapa seguinte ao surto, focando em como marcas poderão atuar nas fases de recuperação (com a contenção da epidemia) e do "novo normal" (com a retomada das rotinas, ressocialização e reconexão).

A pesquisa analisou 11 esferas e como elas estão impactando a vida das pessoas neste momento, além de também indicar como essas áreas tendem a evoluir e causar uma transformação social mais perene. São elas: Trabalho, Vida Social, Saúde Física, Saúde Mental, Relacionamentos, Educação, Alimentação e Bebida, Compras, Turismo e Transporte, Beleza e Moda, e, por fim, Mídia e Entretenimento. "Nossa análise leva em conta os impactos do Covid-19 em diversos países, que já estão alguns passos à nossa frente, e cruzamos essa leitura com dados de social listening e números de múltiplas fontes para trazer pontos de vista que ajudem os executivos de marketing a tomarem as decisões o mais acertadas possível para suas marcas nos diferentes momentos que a doença trará no contexto brasileiro, que é cheio de particularidades", afirma Tullio Nicastro, VP de estratégia da Mutato.

O estudo destaca a desaceleração e a sensação de instabilidade no campo da economia, com aumento da importância sobre educação financeira e do entendimento de renda como um composto familiar e não mais individual. No trabalho, a adoção acelerada de ferramentas digitais e a valorização dos trabalhadores essenciais surgem como principais pontos de atenção. Em mídia e entretenimento, o material aponta espaço de crescimento para formatos que unam pessoas e permitam vivências offline no digital - com a possibilidade de festivais de música, festas, eventos e até reuniões em bares ganhando espaço no streaming.

Outras tendências passam pela vida social, com o possível aumento do desejo pelas conexões face-a-face após tanto tempo de isolamento; pela saúde física, com o aumento de home workout e práticas de ioga, pilates e exercícios funcionais em casa; pela saúde mental, com incorporação de novos rituais de bem-estar no dia-a-dia como meditação, terapia e reconexão consigo mesmo; em relacionamentos, com um questionamento maior sobre o que traz satisfação à vida de cada um e a manutenção de relações na esfera digital; na educação, onde veremos a quebra da resistência com o ensino à distância; em alimentação e bebida, com mais equilíbrio na alimentação por causa da imunidade, e o fenômeno do delivery, que vieram para permanecer; em compras, onde fica claro a prevalência das compras à distância e a melhora da logística de entrega; em turismo e transporte, com o desejo das pessoas explorarem o mundo, especialmente em viagens mais curtas por conta da crise, e os deslocamentos do cotidiano com mais cuidados de higiene; e por fim moda e beleza, com rituais mais completos, novos produtos e roupas mais leves e confortáveis.
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