Brasil se destaca em investimento nas startups
Unicórnios brasileiros Ifood, Rappi e Nubank foram as que levantaram maior volume de capital de risco
20 Maio 2019  |  12:31h
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O Brasil foi o país que mais investiu em startups nos últimos dois anos e liderou o ranking composto por México, Chile, Colômbia, Argentina e Peru, respectivamente, de acordo com pesquisa divulgada pela LAVCA, Associação para Investimento de Capital Privado na América Latina. Intitulado "Inside Another Record Breaking Year", o estudo realizado pela organização sem fins lucrativos, revela que os investimentos de capital de risco (chamado de venture capital) em startups latino-americanas quadruplicou desde 2016, saltando de US $ 500 milhões para um recorde de US $ 2 bilhões, registrado em 2018. Segundo o levantamento anual, o Brasil somou 259 deals (ofertas de investimento) e ficou na frente do México, com 89 deals, e do Chile que obteve 49, em 2018.

O unicórnio brasileiro, Ifood, foi a startup que mais recebeu aportes, alcançando a marca de US $ 500 milhões, seguida da colombiana Rappi, que recebeu dois grandes investimentos (US $ 217 e US $ 185 milhões) e as brasileiras Nubank (US $ 150 milhões) e Loggi (US $ 111 milhões). As fintechs foram as que mais movimentaram deals, cerca de 25% do total de investimentos. Já em relação aos valores investidos, o setor de logística e distribuição recebeu a maior quantia de aportes, com 46%, seguido das fintechs (25%) e o setor de transportes (7%).

"Os números comprovam que há um potencial assombroso no Brasil em relação a novos negócios e um mar imenso em que se pode navegar. O mais importante, neste sentido, é aproximar as startups promissoras de investidores qualificados", revela Pierre Schurmann, CEO da Bossa Nova Investimentos, empresa citada na pesquisa na fase de seed (investimento semente), responsável por 1 em cada 4 aportes realizados na América Latina, em 2018. Além da entrada de novos fundos de investimentos, outra tendência observada por Pierre é o aumento do interesse das family offices com capital nacional pelas startups.

Questionado sobre a possibilidade do mercado caminhar para uma bolha, Pierre é enfático: "temos ainda muitos projetos acontecendo e empreendedores prontos para receber investimentos até que o mercado iniciei um possível alerta de saturação que é quando se tem mais capital do que ativos disponíveis". Para o empresário, o Brasil deve surfar um crescimento anual de 50% no mercado de venture capital nos próximos três anos, pelo menos.
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